Todas as manhãs
(logo pela manhã),
vai se formando
um mosaico na tela:
O céu recortado
num quebra-cabeça
em quatro quadrados,
a manivela...
Som trepidante
do liquidificador,
bicho lutando
para fugir da caixa...
Ampulheta
pisca-pisca
e nada...
No meio do céu maior,
surgem entre nuvens
onze ícones que voam
sem sair do lugar...
Sem abrir,
sem fechar...
Lentos...
Lentos...
— Tá-lento... —
Lentidão
em vaga lembrança...
E na demora, a sigla
que significa
— Início de Namoro Sem Saída –
caminha azul...
Alcíone Pimentel